quinta-feira, abril 29, 2010

Ultimos passos rumo à novos passos.

Nunca imaginei como seria ruim fazer as malas.
Saber que daqui pra frente é a tão temida vida-real.
A cada fim de tarde e seu por de sol, sinto-me alegre e triste.
Sentimentos inversos, porém velhos amigos de infância.
Por um lado já teria ido, por outro não quero ir.
Deixar uma vida e começar uma, ou simplesmente começar a viver de fato.
Idealizo isso como o meu primeiro passo na lua, um bebê aprendendo a ficar em pé sozinho.
Mas não quero cair pra aprender a dor dos arranhões.
Nunca me senti tão isolado em pensamentos, tão só.
Estou dando a minha cara a tapa para o mundo, mas quero conseguir desviar desses tapas.
Ou só quero viver, simples assim.
Amar ao máximo e aproveitar tudo que posso, até quando puder.
"Quem tem medo assimila toda forma de expressão como protesto"
Viverei

sábado, abril 24, 2010

Tic Tac



O tempo, algo tão inexplicável.
Como algo pode passar mais rápidos pra alguns e mais lento pra outros... Sendo que no fim, o tempo é igual pra todos.
Cada dia demora pra passar, mas quando olho pra trás esse dia passou 'voando'.
Mas, de fato, passaram mil dias mas aquele dia ainda não chegou.
Dia esse que está tão próximo, mas ao mesmo tempo tão longe.
Sonho a cada momento com esse dia, o dia de timidez inexorável, de abraços intermináveis e de beijos tão antes sonhados.
Como eu queria ser o "Senhor do Tempo" ou simplesmente, como em desenhos, girar o ponteiro do relógio e fazer com que o tempo passe mais rápido.
Mas esse desejo é algo tão estranho, quero tanto que o tempo com meus amigos passe devagar, mas desejo que o tempo passa logo pra poder encontra-la.
"Eu conto as horas pra poder te ver, mas o relógio tá de mal comigo"
A cada tic-tac do relógio, começo a pensar que está chegando. Mas aí o mesmo tic-tac começa a ficar mais devagar, e devagar, devagar...
Não devo reclamar, pois esperei 17 anos por um amor de verdade, então o que é esperar mais 17 dias?
Desejo poder, no futuro, olhar o tempo que passou e sorrir a cada lembrança minha e dela; e delirar com o futuro que quero ter com ela.

segunda-feira, abril 19, 2010

Naturalidade

Por que sempre idealizamos um momento?
Sempre imaginamos como vai ser quando "o momento chegar"
Por mais que sonhamos por um momento 'ideal' ele sempre sai pelo contrário.
Mesmo sendo um tiro pela culatra, não deixa de ser fatal.
É como perfurar o peito com o mais poderoso dos ácidos e depois o preencher com o mais puro dos sentimentos.
A naturalidade do momento faz tudo ficar tão embriagante, sedutor e envolvente.
Um simples 'eu te amo' tido com a sinceridade do momento pode ter um peso inacreditável.
Um pedido de namoro dentro de um ônibus, um 'sim' sincero e um beijo enlouquecedor.
Afinal, pensamos em um momento perfeito pra na hora "H" ser o inverso, porém mil vezes melhor?
Sejamos simples, sejamos sinceros, sejamos o mais puro e belo.

sábado, abril 17, 2010

Distância Carnal, Proximidade Emocional

Imagine Tom sem Vinicius ou Cássia sem Nando.
Tom e Vinicius estão separados carnalmente, assim como Cássia e Nando.
Mas é impossível não citar um sem lembrar do outro.
Nunca me imaginei sem ela, mas tive que sentir esse amargo sabor.
Por sorte não foi algo irremediável, como outras separações.
Continuamos distantes carnalmente, e muito.
Mas não há distância suficiente quando se ama.
É claro que o toque faz falta, mas temos o mais importante, o AMOR.
Quando fecho meus olhos consigo viajar, consigo chegar até ela.
Em sonhos consigo toca-lá, as vezes nem quero despertar desses sonhos.
Ela está mas perto de mim do que muitas pessoas que estão ao meu lado.
Está mais do que perto de mim.
Está dentro de mim, faz parte de mim.
Uma simples palavra talvez definir-la:
ESSENCIAL

sexta-feira, abril 16, 2010

A Sólida Solidão

Um dia em branco, um dia para apagar da memória.
Um dia para deixar o cérebro agir e a mente viajar só, e só.
Muitas companhias e a solidez de uma solidão tão forte.
Uma solidão corrosiva, semi-destrutiva.
Tenho medo do escuro.
Mas não é esse escuro noturno e solitário, mas sim um escuro sem o mínimo de clareza.
Uma clareza mental e sentimental.
Clareza que eu tinha e fiz questão de destruir-lá.
Destruir uma clareza que havia em mim e para mim.
Arriscar algo muito maior que qualquer birra que possuo, algo maior que tudo que tenho.
Arriscar o único amor verdadeiro que senti, arriscar perder o melhor lábio que já beijei, arriscar perder a pele que eu teimava em tocar para despertar do sonho em que me sentia.
Agora, após mais um dia só, sinto que não suporto algo tão sólido quanto essa, maldita, solidão.
Sim, sinto falta daquele abraço, daquele conforto e das tuas palavras.
E se for pra ficar só com algo, quero ficar só com você pra toda vida.
E nunca mais me sentir tão só com tantas companhias.

quarta-feira, abril 14, 2010

Confissões com Ficções ou Ficções com Confissões?

Todos temos nos confissões e todos sonhamos com nossas ficções.
Você já realizou alguma ficção e depois a confessou para alguém?
Procuramos manter muitas coisas em segredo, mas quanto mais guardamos-as mas sentimos a necessidade de extravasar-las.
As vezes me falta alguém para falar o que penso, as vezes me falta um momento... Sempre falta algo para alguma coisa.
Só me faltava uma válvula de escape, uma vazão de sentimentos.
Faltava?