Um dia em branco, um dia para apagar da memória.
Um dia para deixar o cérebro agir e a mente viajar só, e só.
Muitas companhias e a solidez de uma solidão tão forte.
Uma solidão corrosiva, semi-destrutiva.
Tenho medo do escuro.
Mas não é esse escuro noturno e solitário, mas sim um escuro sem o mínimo de clareza.
Uma clareza mental e sentimental.
Clareza que eu tinha e fiz questão de destruir-lá.
Destruir uma clareza que havia em mim e para mim.
Arriscar algo muito maior que qualquer birra que possuo, algo maior que tudo que tenho.
Arriscar o único amor verdadeiro que senti, arriscar perder o melhor lábio que já beijei, arriscar perder a pele que eu teimava em tocar para despertar do sonho em que me sentia.
Agora, após mais um dia só, sinto que não suporto algo tão sólido quanto essa, maldita, solidão.
Sim, sinto falta daquele abraço, daquele conforto e das tuas palavras.
E se for pra ficar só com algo, quero ficar só com você pra toda vida.
E nunca mais me sentir tão só com tantas companhias.

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